Publicada em 06/02/2025 às 23:32 - Atualizada em 08/02/2025 19:05
Você é a favor da sua melhor versão, especialmente, na sua saúde? Então, considere parar de comer para alimentar a indústria, e comer apenas para nutrir seu corpo. O avanço tecnológico na produção de alimentos, assim como em outros setores, trouxe um enorme desenvolvimento econômico em todo o mundo. Mas, por outro lado, favoreceu a criação de um cenário avassalador, em se tratando da atual situação da saúde populacional.
A obesidade está aumentando a todo vapor; além disso, as pessoas perderam a noção do que é uma rotina saudável, mal param para descansar longe das telas, não dormem direito, entre outros pontos negativos do estilo de vida considerado comum nos dias de hoje. O qual, infelizmente, tem contribuído em grande escala para o aumento do nível de inflamação no organismo dos indivíduos de qualquer faixa etária. E, como tudo se soma, quem paga a conta no final é a sua saúde física e mental, sua vida social, profissional, enfim…A alimentação desregrada e o estilo de vida ruim afetam, consideravelmente, todas as áreas da vida de qualquer pessoa. E, isso quando não a rouba.
Emagrecer e levar uma vida mais saudável é difícil? Não. Mas, a humanidade tem sido adestrada para engordar, desde a época da revolução industrial. A base da pirâmide alimentar é repleta de carboidratos, grãos, moderada em proteínas e pobre em gordura; e isso não acontece à toa…A indústria alimentícia e muitos profissionais (pouco informados) da área da saúde sugerem que você coma muitos carboidratos, com o intuito de viciar os consumidores para que comprem cada vez mais. Porém, o corpo humano não evoluiu para consumir tanto açúcar, principalmente, em uma vida tão sedentária, como a que a maioria leva. O resultado está aí: mais da metade da população mundial já atinge o índice corporal de obesidade.
Vale citar aqui um exemplo que escancara a real motivação da indústria…Sabe como surgiu o "conto" de que o café da manhã é a refeição mais importante do dia? Esta é a estratégia publicitária mais antiga dos primeiros grandes industriais para vender cereal (açúcar refinado e com forte poder viciante) que, por sinal, serviu-lhes muito bem para encher muito mais rápido os bolsos de dinheiro.
A mesma coisa ocorreu com a ideia de comer a cada três horas que, supostamente, surgiu através de “estudos”. Mas, quem financiou os estudos? A indústria alimentícia. Entretanto, é só pôr a caixola para pensar um pouco: Se fosse realmente necessário, você teria que acordar a cada três horas para comer. Então, como seguiria a recomendação de dormir, pelo menos, seis a oito horas seguidas por noite?
E, mesmo hoje em dia, com a crescente preocupação das pessoas em melhorar seus hábitos alimentares e estilo de vida, a indústria sempre encontra um modo de boicotar o consumo de produtos naturais, sem que as mesmas se dêem conta disso; já que, os produtos chegam até as prateleiras dos mercados camuflados por belos slogans e outras estratégias de convencimento nas embalagens de produtos "fitness". Um exemplo disso é a venda de bebidas proteicas “zero açúcar”. Neste caso, o público fitness é o mais vulnerável; eles são convencidos a pagar doze reais (ou até mais) por estas bebidas cheias de ingredientes que desconhecem e mal conseguem pronunciar o nome, ao invés de comer dois ovos, que fornecem quase a mesma quantidade de proteína; porém, de valor biológico mais alto e por um preço seis vezes mais barato.
Tendo em vista tudo isso, fica bem claro o motivo pelo qual o mundo está obeso e doente: tiraram a alimentação do lugar onde deveria estar, como meio primordial de promoção de saúde e qualidade de vida, puseram-na onde bem entenderam e nos ensinaram que estava certo assim; visando apenas garantir o sucesso dos seus interesses econômicos e ignorando quaisquer riscos oferecidos à população em geral. A verdade é que as grandes empresas que dominam o mercado alimentício nunca estiveram e jamais estarão inteiramente comprometidas com a saúde ou com a tão falada “melhor versão” de ninguém. Se, antes, você pensava que “está tudo bem seguir comendo tudo o que a indústria me diz que é bom”, já passou da hora de rever seu posicionamento e buscar alternativas que realmente fazem jus ao título de opção mais saudável.