Quarta-Feira, 11 de Março de 2026

MP investiga irregularidades na merenda e no transporte em Maragogi

Inquérito foi instaurado após apresentação do resultado do 3º Ciclo de Programa Fiscalização em Entes Federativos. Informação foi publicada nesta terça (11), no DOE


Por G1
Publicada em 12/04/2017 às 12:59


Ministério Público Estadual (Foto: Reprodução/Google Imagens)

O Ministério Público de Alagoas (MP-AL) instaurou um inquérito civil para investigar irregularidades na aplicação de verbas federais destinadas à merenda escolar e transporte de alunos no município de Maragogi, Litoral Norte de Alagoas. A informação foi publicada nesta terça-feira (11), no Diário Oficial do Estado (DOE).

Por meio de nota, a prefeitura municipal de Maragogi informou que as investigações sobre o transporte e a merenda escolar são de atos da gestão anterior. Ainda segundo a nota, os atos dizem respeito a processos de auditoria da Controladoria Geral da União (CGU) realizada nos exercícios de 2015 e 2016.

De acordo com o texto, assinado pela promotora Francisca Paula de Jesus Lobo Nobre Santana, o inquérito foi instaurado após a apresentação do resultado do 3º Ciclo de Programa Fiscalização em Entes Federativos realizada pelo Ministério da Transparência, Fiscalização e CGU.

A publicação informa que o resultado da fiscalização apresentou algumas irregularidades que configuram o ato de improbidade administrativa.

Segundo o inquérito, os problemas verificados quanto a merenda escolar foram o cardápio com insuficiência de nutrientes e insuficiência de nutricionistas no município, deficiência nas instalações físicas e na estocagem de alimentos, falha no controle de estoques de alimentos, baixa aquisição de produtos da agricultura familiar e atuação deficiente do Conselho.

Quanto ao transporte escolar foi verificado a utilização indevida dos recursos do Programa Nacional e Apoio ao Transporte Escolar na Educação Básica; utilização de veículos inadequados; preços pagos acima dos valões de mercado; divergência de alunos atendidos pelo PNATE e o registrado no Censo Escolar; condutores sem a habilitação necessária para o transporte de alunos; divergência entre o número de veículos contratados e os utilizados; subcontratação de serviços não prevista e contrato.

Foram requisitadas a colheita de informações, depoimentos, certidões, perícias e demais diligências, como a averiguação in loco da conclusão das obras.


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