O anúncio foi feito durante reunião com os secretários municipais
Por Por Severino Carvalho l Gazeta Web
Publicada em 15/09/2015 às 20:21 - Atualizada em 16/09/2015 04:46
O prefeito de Porto Calvo, Ormindo Uchoa (PSDB), abriu mão do próprio salário. Em nota, ele informa que renunciou o recebimento de 100% de seus vencimentos como gestor e explica que a decisão foi tomada diante da crise que atinge os municípios.
O anúncio foi feito na tarde desta terça-feira (15) em reunião com os secretários municipais. Uchoa aproveitou a oportunidade para informar outras medidas de contingenciamento de despesas.
Ele decretou a exoneração de todos os funcionários contratados e comissionados do serviço público municipal. Foram mantidos apenas os ocupantes de cargos que prestam serviços considerados essenciais à população.
Outras medidas também foram tomadas, a exemplo de cortes das gratificações dos cargos de comissão e proibição de pagamento de horas extras. O gestor pensa ainda em extinguir e fundir algumas secretarias.
As medidas foram tomadas após a queda de 38% no repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). “A prefeitura está buscando se manter de pé diante da crítica situação dos municípios”, informa a nota distribuída à imprensa.
Ormindo Uchoa foi o segundo prefeito em Alagoas a renunciar o salário de gestor municipal. O primeiro a “cortar na própria carne” foi José Medeiros Nicolau (PP), o “Zezeco”, da Barra de São Miguel, no Litoral Sul de Alagoas. Ele reduziu, ainda, os salários dos secretários municipais de R$ 3 mil para R$ 2,5 mil.