“De maqueiro a médico, está tudo atrasadoâ€, confirmou o técnico em enfermagem Júnior Matias
Por GazetaWeb/Maragogi
Publicada em 24/11/2016 às 17:46
Servidores da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Santo Antônio, em Maragogi, no Litoral Norte do Estado, prometem, nesta sexta-feira (25), suspender os serviços e só atender os casos classificados como emergenciais. A paralisação de advertência tem como objetivo denunciar o atraso salarial, que no próximo dia 30 completa três meses, e cobrar providências.
“De maqueiro a médico, está tudo atrasado”, confirmou o técnico em enfermagem Júnior Matias. De acordo com um médico, que pediu para não ser identificado, faltam medicamentos e outros insumos.
Paralisação semelhante foi feita na terça-feira passada, mas logo os servidores voltaram ao serviço, após a direção cobrar providências ao município, que ficou de dar uma resposta aos trabalhadores, o que não aconteceu até o momento, segundo revelou Matias.
Contatada, a secretária municipal de Saúde de Maragogi, Karen Benevides, afirmou que o pagamento dos salários é de responsabilidade dos governos Estadual e Federal.
“Contrapartida do município é medicamento, alimentação, internet, água, energia, material de limpeza, dentre outras coisas”, afirmou Benevides. De acordo com ela, o município iniciou a compra dos insumos que estão em falta.
Entretanto, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) enviou nota à redação em que responsabiliza o município pelo atraso salarial.
“A Sesau esclarece que o gerenciamento da UPA de Maragogi é de responsabilidade da Secretaria de Saúde Municipal, a quem cabe contratar os servidores e, consequentemente, realizar o pagamento”, diz a nota.