Quarta-Feira, 11 de Março de 2026

Porto Calvo: Acusado de matar ex-companheira é condenado a mais de 27 anos de prisão

Jurados rejeitaram a tese da defesa de que Gustavo dos Santos não sabia da gravidez da vítima


Por Esmerino Neto/AlaNorte Notícias, com Assessória TJ-AL
Publicada em 08/07/2016 às 11:37 - Atualizada em 08/07/2016 14:30


Gustavo dos Santos não poderá recorrer em liberdade (Foto: Divulgação / TJ-AL)

O réu Gustavo José dos Santos foi condenado na noite desta última quinta-feira (7), a vinte e sete anos, cinco meses e sete dias de prisão, inicialmente fechado. Acusado de assassinar sua ex-companheira, Genílsula Marques da Silva, que estava grávida. O crime ocorreu em outubro de 2014, em Jacuípe, Região Norte de Alagoas.

De acordo com o Ministério Público (MP/AL), a vítima voltava de uma festa quando dos Santos, a chamou para conversar, logo em seguida, ele desferiu várias facadas no abdômen da vítima, que chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.

Os jurados não aceitaram a tese da defesa de que o réu não sabia da gravidez de Genílsula quando foi assassinada a facadas. Gustavo não poderá recorrer em liberdade.

Em depoimento, a mãe da jovem, Lucicleide Marques da Silva, disse que a filha e o réu conviveram por cerca de dois anos. Ela ainda afirmou que Genílsula resolveu terminar o relacionamento devido às agressões que ela vinha sofrendo. “Ele gostava muito de bater nela e ela corria lá pra casa. Depois, ele pedia pra ela voltar dizendo que não ia mais mexer com ela”. Ainda segundo a mãe da vítima, o réu agredia e ameaçava constantemente toda sua família. “Um dia 'deu' no meu marido, em mim e nela.
Chegava na minha casa armado de faca ameaçando minha menina. Ele disse que só sossegava quando acabasse com a vida dela e que se ela não fosse dele não seria de mais ninguém”, explicou.

O Promotor de Justiça Adriano Jorge de Barros, lamentou a frequência desse tipo de crime contra a mulher na sociedade. “Mais um desdobramento dessa velha questão que enfrentamos, que é a violência doméstica. Foi um crime grave, que chocou a população. O réu fugiu do local, depois teve que se entregar porque não tinha mais onde ficar e está preso até hoje”, afirmou o promotor.

A defesa do réu foi feita pela defensora pública Elaine Zelaquett.

Acompanhe a reportagem sobre o caso:

 


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