Sexta-Feira, 13 de Março de 2026

Em São Luís do Quitunde, vinte casos de Zika já foram notificados

No ano de 2015 o índice de infestação do mosquito realizado pelo LIRAa foi de 1.2, colocando a cidade em estado de alerta


Por Keila Bachot/AlaNorte Notícias
Publicada em 17/03/2016 às 13:11 - Atualizada em 18/03/2016 11:16


Força tarefa que aconteceu em janeiro de 2016 (Foto: Secretária de Saúde)

As doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti continuam fazendo vítimas em Alagoas. No município de São Luís do Quitunde, região Norte do estado, vinte casos do vírus da Zika foram notificados e três de dengue confirmados nos últimos meses. Nenhum caso de Chikungunya, porém, foi registrado na cidade. As informações são da Secretaria Municipal de Saúde, com base no Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes Aegypti (LIRAa) realizado no final do ano passado, que registrou o índice de 1.200 casos na cidade, colocando a população em estado de alerta.

De acordo com o Supervisor de Endemias, Luiz Tenório, um novo levantamento será iniciado na próxima semana para verificar o atual índice de infestação do mosquito na cidade. Ele explica como é feita a avaliação. “Quando este índice está abaixo de 1, a situação pode ser considerada normal; entre 1 e 2, ela passa a ficar em alerta; e acima de 3, significa que o município sofre risco de epidemia. Por isso, é necessário que as autoridades competentes  tenham sempre o cuidado de tentar reduzir este índice, com o intuito de evitar a propagação de uma epidemia. Como no último levantamento, o índice registrado em São Luís foi de 1,2, a cidade já está em alerta”, afirma Tenório.

Alto do Cristo Redentor é o bairro com maior número de casos de Zica em São Luís
Ainda segundo o supervisor, a maior preocupação para as autoridades no momento, é a elevada quantidade de casos do vírus da Zika notificados, a maioria na zona urbana. “Como o mosquito é um vetor urbano, a prevalência da doença é maior na cidade. Alguns casos ocorrem também na zona rural, porém, com menos frequência”, acrescentou. Tenório afirma que o bairro com o maior número de proliferação do inseto e de casos da Zica é o Alto do Cristo Redentor, e diz que o armazenamento irregular de água éa principal causa. “No alto chega água de 3 em 3 dias, então os moradores armazenam água para consumo. No entanto, o armazenamento, geralmente feito de forma errada, acarreta na proliferação do mosquito”, explicou o Supervisor de Endemias.

Para Jéssica Nascimento, que mora no Alto do Cristo Redentor, a importância da visitas dos Agentes de Endemias e dos ACS é fundamental no combate ao Aedes. “Os agentes são muito importantes, mas em primeiro lugar está a conscientização por parte da população. É importante manter tudo bem fechado e a prevenção é a única forma de acabar com o mosquito”, contou.

A coordenadora de Vigilância Epidemiológica de São Luís, Francinny Wanderley, informa que os casos de Zika que ocorreram entre todo o ano de 2015 e janeiro de 2016 não foram notificados, pois, não existia uma obrigatoriedade determinada pelo Ministério da Saúde para que isso fosse feito. “Há uma lista de doenças que o Ministério da Saúde determina que sejam informadas, que é a Lista Nacional de Notificação Compulsória. A Zika só passou a fazer parte desse documento em fevereiro”, explicou Francinny.

Ainda de acordo com Luiz Tenório, em Janeiro, uma Força tarefa organizada com o objetivo de combater o mosquito foi realizada em São Luís do Quitunde. Outra ação deste tipo está prevista para acontecer novamente no mês de abril.

A Secretaria de Saúde informou que para combater a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, os Agentes de Endemias e Agentes Comunitários de Saúde (ACS) lotados no município realizam ações quinzenais por lugares estratégicos em toda a cidade.

 


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