Homem disse que só deixará o local com ordem judicial e classificou a medida administrativa como perseguição polÃtica
Por Gazeta web
Publicada em 16/03/2016 às 10:26 - Atualizada em 16/03/2016 10:28
O marceneiro Aloísio Lamenha de Lima Baía, 44 anos, resistiu, na manhã desta terça-feira (15), à ordem da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras para desocupar uma área pública na Avenida Senador Rui Palmeira, orla marítima de Maragogi, no Litoral Norte de Alagoas. Ele disse que só deixará o local com ordem judicial e classificou a medida administrativa como perseguição política.
“A lei só serve pra mim?”, indagou Aloísio Lamenha, se referindo às inúmeras outras construções irregulares que tomam conta de toda a orla marítima de Maragogi sem que a prefeitura adote providências enérgicas, como a de hoje.
Os fiscais notificaram Aloísio Lamenha na sexta-feira (11) e deram prazo de 24 horas para que ele realizasse, espontaneamente, a remoção da barraca de 30 metros quadrados, feita em madeira e coberta com telhas ecológicas. A construção foi instalada recentemente para abrigar a marcenaria, onde o profissional realiza reparos em barcos de pesca e noutras embarcações.
Findado o prazo de 24 horas não houve a remoção e, nesta manhã, os ficais retornaram com a Polícia Militar (PM) e uma equipe da prefeitura para fazer a demolição. Ao constatar que a ordem para remoção era apenas administrativa, o tenente PM Carneiro informou aos fiscais que só daria apoio ao cumprimento com determinação judicial e, como não existia, recolheu a tropa.
Os fiscais solicitaram mais uma vez ao marceneiro a saída espontânea da área, o que não aconteceu. A operação foi, então, suspensa. Eles informaram que vão conversar com o secretário municipal de Infraestrutura e Obras, Rildson Aquino, o “Sinho”, que decidirá quais medidas serão adotadas de agora em diante.