Museu Histórico mantém viva história da cidade
Por Esmerino Neto/AlaNorte NotÃcias
Publicada em 09/03/2016 às 14:11 - Atualizada em 09/03/2016 15:07
Situado na Região Norte, o município de Porto Calvo é uma das cidades mais antigas do estado de Alagoas. Sua rica história e suas diversas casas da época do Brasil Colônia dão um charme especial a cidade.
A cidade foi palco da movimentação e ocupação holandesa/ibérica no século 17 e o Rio Manguaba tornou-se na época a principal via fluvial para o escoamento da produção açucareira e de outras mercadorias. Atualmente ainda está conectado aos municípios de Japaratinga e Porto de Pedras.
Em 6 de junho de 1952, a Igreja Matriz, localizada no centro da cidade, passou a ser a considerada Monumento Nacional pelo Senado Federal, sendo tombada em 17 de janeiro de 1955 pelo Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). A igreja que tem por nome ‘Nossa Senhora da Apresentação’ traz estampada em seu frontispício o ano de 1610, como a data de sua conclusão. Outros lugares históricos dentro da cidade são o Alto da Forca e o Rio Manguaba.
Para tornar conhecida a história do município e dos heróis portocalvenses, em 2013 foi inaugurado o Museu Histórico, que fica no centro de Porto Calvo e que vem atraindo turistas de diversas regiões.
Quem deu início a esse projeto de abertura do Museu foi o diretor Municipal de Cultura, Adelmo Monteiro.
Monteiro contou que desde a abertura do espaço cerca de 3 mil visitantes passaram no local, entre eles estão turistas, estudantes e moradores. "Esse projeto é uma paixão antiga e que me veio em mente colocar em prática, em parceria com a prefeitura, já que notava-se a carência de um museu na cidade para contar um pouco da história e mostrar objetos achados na própria cidade”, explicou ele.
Ainda de acordo com Monteiro, as peças expostas no Museu foram encontradas em construções na cidade ou dentro do Rio Manguaba. “Eu vou lá, converso com os pedreiros e pescadores, falo da importância do achado para a cidade, mas, muitas vezes eles querem vender porque acham que sejam muito valiosos e caros. Eu converso e às vezes eles me fazem a doação e, assim, vou montando o espaço. É um trabalho de formiga mesmo, indo aos poucos”, acrescentou.
A Secretária de Cultura Analice falou um pouco da forma de divulgação do Museu. “A divulgação é feita através das rádios locais e de outros municípios junto com a Secretária de Comunicação” comenta.
O Museu fica aberto ao público de segunda-feira à sexta-feira, das 8h às 14h.