Projeto surgiu em 2009 e chegou em São LuÃs em 2013
Por Tomaz Araújo/AlaNorte NotÃcias
Publicada em 03/03/2016 às 12:42 - Atualizada em 03/03/2016 14:50
Uma ONG vem fazendo a diferença no município de São Luís do Quitunde. Localizada no bairro Subestação, um dos bairros mais pobres da cidade, a ONG AMPARI (Articulação e Mobilização para Adolescentes e Rede da Infância) oferece gratuitamente alimentos para diversas famílias da região.
Fundada no ano de 2009, a AMPARI partiu de uma iniciativa da universitária Marilene de Moraes, que na época cursava faculdade em Maceió. Ela reuniu um grupo de amigos que tinha força de vontade de criar um projeto que pudesse de alguma forma ajudar os mais necessitados.
E não é que o projeto deu certo! Atualmente a ONG não é mais formada pelo mesmo grupo de pessoas, mas a presidente Marilene e criadora da ideia continua no comando de tudo.
“Os outros, pouco tempo depois não quiseram mais continuar com a ONG, mas formei outra diretoria com oito pessoas. Como não tinha outros para me ajudar, minha família agarrou meu sonho de possuir uma ONG e até hoje estamos juntos. No começo foi difícil, teve um momento que pensei em parar”, disse Marilene.
A presidente da AMPARI recebe atualmente vários alimentos de todas as partes de São Luís do Quitunde, inclusive das zonas rurais do município, como os assentamentos Bom Conselho e Barrinha.
“Aqui temos alguns projetos de distribuição, um da entrega de leite que beneficia 103 famílias e recebemos também doações da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). Recebemos de tudo, macaxeira, abóbora, melancia”, afirmou Marilene.
Marilene contou ainda que antes, o prédio funcionava em outro bairro e que só em 2013 passou a funcionar no bairro da Subestação e que possui um cadastro para organizar toda a entrega.
“No dia da entrega o prédio da ONG fica lotado. Cada família aqui é cadastrada e recebe um cartão. Temos mais de 200 famílias cadastrada e tenho certeza que ainda vem mais gente por ai”, contou.
Quem recebe as doações gosta e não perde um dia de entrega. “Gosto muito do trabalho da ONG. Tudo que vem eu pego e sempre vou, não perco um dia”, afirmou a moradora Amara Lucia.
“Vou também e gosto muito do que recebo” declarou outra moradora.