Desde o carnaval violência só aumenta, e os moradores estão em estado de alerta
Por GazetaWeb
Publicada em 19/02/2016 às 14:09 - Atualizada em 19/02/2016 16:44
Mais um crime de execução foi registrado em São Luís do Quitunde. Desta vez, a vítima foi Manoel Messias da Silva, 23 anos, morto a tiros, por volta das 9h30 desta sexta-feira (19), no Alto do Redentor, periferia da cidade. Em menos de uma semana, esta foi a terceira vítima assassinada no município localizado na região Norte do Estado.
“No carnaval, ocorreram três crimes de homicídio. A violência está fora de controle em São Luís do Quitunde e as autoridades precisam tomar providências urgentes. Dizem que as vítimas são, em grande parte, ligadas ao tráfico, mas são seres humanos que estão sendo mortos”, desabafou um morador, que pediu para não ser identificado, com medo de retaliações.
O crime desta sexta-feira (19) foi cometido por um homem ainda não identificado pela polícia. Ele se aproximou da vítima e efetuou seis disparos de arma de fogo. Manoel Messias morreu no local.
“O criminoso agiu a pé e fugiu após efetuar os disparos. Pelo menos dois tiros atingiram a vítima em cheio”, revelou o sargento PM Barbosa, que esteve no local do homicídio.
A mãe de Manoel Messias se desesperou ao ver o filho inerte e o abraçou, aos prantos. O cão de estimação da vítima não saía de perto do seu dono, mesmo sem vida. O animal encostou a cabeça junto ao gélido cadáver e ali ficou. A cena comoveu as pessoas que se aglomeravam em torno do corpo.
Mais crimes
Na terça-feira (16), José Fábio da Silva, 32, foi morto a tiros, na Rua Vereador Eraldo Pedro. Dois homens a pé se aproximaram e abriram fogo contra a vítima. No sábado (13), mais um crime de execução: Leonardo Cerqueira da Silva, 23, foi assassinado a tiros, por volta das 18 horas, na Rua Lindolfo Branco, Alto do Redentor. A vítima foi atingida por disparos de arma de fogo. Os autores do homicídio também não foram identificados.
“Além dos crimes de homicídio, das tentativas, os moradores não podem sair às ruas porque são assaltados. O comércio também sofre com arrastões. Os criminosos andam com as armas em punho, intimidando a todos, a qualquer hora do dia ou da noite”, acrescentou o morador.