Sexta-Feira, 13 de Março de 2026

Membros de assentamentos denunciam assaltos e sumiço de jovem em Flexeiras

Polícia afirma que tem realizado diligências, mas que alguns moradores também cometem crimes


Por Cada Minuto
Publicada em 01/02/2016 às 09:12


Polícia tenta solucionar os problemas nos dois assentamentos (Foto: Divulgação)

Moradores dos assentamentos “Nova Reforma” e “Amor”, nas cidades de Flexeiras e São Luiz do Quitunde, estariam vivendo dias de terror. Assentados denunciaram que estão sendo perseguidos, assaltados, mortes tem acontecido com frequência e um jovem estaria desaparecido na região.

Uma moradora do assentamento “Amor”, que fica em São Luiz do Quitunde, pediu que seu nome não fosse revelado e relatou os últimos acontecimentos. “O local onde a gente mora é no alto. Para ir até a cidade a gente precisa descer. Mas nem isso temos feito, porque somos assaltados constantemente. Tem gente nos perseguindo. Vez ou outra aparece gente morta na região dos assentamentos”, disse a mulher, com medo de possíveis  represálias.

Questionada se sabe quem seriam os autores dos delitos, a moradora disse desconhecer os responsáveis. Outro problema ocorrido no assentamento se refere ao sumiço de José Fábio Ferreira da Silva, 24 anos. O jovem teria saído na última sexta-feira para cortar o cabelo e não mais apareceu.

Os crimes tem acontecido tanto no assentamento “Amor”, quanto no “Nova Reforma”, ambos entre as cidades de Flexeiras e São Luiz do Quitunde. O CadaMinuto entrou em contato com a Delegacia de Flexeiras sobre as denúncias.

Segundo o chefe de operações Bartolomeu Lins, buscas foram feitas pelo jovem desaparecido. “Eles (família) vieram aqui e desde terça nós fizemos diligências e buscas. Até um corpo apareceu no rio, mas não era o dele. Até o momento não temos novidades”, afirmou.

Sobre as denúncias de assaltos, o policial civil deixou claro que membros dos assentamentos também estariam envolvidos em delitos. “Posso lhe dizer que esses dois assentamentos são dos que mais dão trabalho na região. O problema é que tem algumas pessoas desses locais, que também cometem assaltos na cidade e se escondem nos assentamentos. É um problema sério”, explicou.

Diante das denúncias, o delegado de Flexeiras, Belmiro Cavalcante segue coordenando buscas pelo jovem desaparecido e promovendo diligências nos locais conhecidos por registraram altos índices de violência.


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