Investigações apontam que outros dois homossexuais estavam marcados para morrer
Por Abidias Martins com colaboração de João Grigório
Publicada em 26/12/2015 às 12:57 - Atualizada em 31/12/2015 10:36
A Polícia Civil de São Luís do Quitunde, prendeu, na madrugada deste sábado (26), o suspeito de matar o funcionário público José Ronaldo Dos Santos, de 47 anos, crime ocorrido no último dia 22.
Jaldenir Farias Cunha, de 25 anos, foi preso em casa, no bairro Alto do Rendentor. O suspeito é da cidade de Marechal Deodoro, no Litoral Sul de Alagoas, e morava em São Luís do Quitunde há dois meses. Segundo uma plantonista da Polícia Civil, ele já havia cometido outro crime contra um homossexual em Marechal Deodoro.
De acordo com a polícia, em depoimento, o acusado confessou o crime alegando que Ronaldo queria ter relações sexuais à força com ele, e por isso cometeu o crime. Para a polícia a versão é inconsistente, já que alguns pertences da vítima foram roubados após o assassinato.
O notebook de Ronaldo foi encontrado na casa do suspeito. A principal hipótese que a polícia tem é de latrocínio, roubo seguido de morte. Mas agora, com o histórico do acusado, há também o indício de crime com motivações homofóbicas.
O acusado ficou na delegacia de São Luís do Quitunde por algumas horas e depois foi encaminhado para a delegacia regional, em Matriz de Camaragibe. Depois será levado para o sistema prisional, em Maceió.
Amigos de Ronaldo pedem justiça
Nas redes sociais, muitos amigos de Ronaldo Santos se manifestaram após a prisão do suspeito do assassinato. Todos pedem para que as autoridades façam justiça.
“Essa prisão pra mim representa a resposta rápida da segurança pública de Alagoas, em especial a Polícia Civil local, a um clamor da sociedade quitundense, que estava bastante revoltada com tamanha barbárie praticada contra uma pessoa querida em todos os meios, que só queria ser feliz!”, comentou o presidente da Câmara Municipal de Vereadores de São Luís do Quitunde, Edézio Pereira.
"Gostaria de parabenizar a agilidade da Polícia Civil do estado de Alagoas na investigação e prisão do suspeito da morte do nosso amigo Ronaldo Santos", comentou Fabson Lemos.