Quinta-Feira, 29 de Outubro de 2026

Servidores da Ufal assinam acordo para fim da greve mas esperam Fasubra

Reajuste que foi acordado com servidores foi de 10,8%, dividido em dois anos


Por Rívison Batista (Tribuna Hoje), com assessoria
Publicada em 22/09/2015 às 18:00


Técnicos-administrativos resolveram aceitar proposta do governo em assembleia na manhã desta terça-feira (22). Foto: Lenilda Luna - Cortesia

Em uma assembleia geral na manhã desta terça-feira (22), os técnicos-administrativos da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) decidiram, por maioria de votos, aceitar a proposta de reajuste salarial do Governo Federal. Porém, para a greve ser suspensa definitivamente é preciso uma aprovação da Federação dos Sindicatos de Trabalhadores Técnicos-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra).

Segundo Jeamerson dos Santos, coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Ufal (Sintufal), a Fasubra orienta que os sindicatos locais aceitem a proposta do governo para posterior análise da situação. “Encaminhamos o que foi decidido hoje para a Fasubra. Até sexta-feira [25] teremos uma resposta, mas acredito que seja positiva e a greve realmente acabe”, afirmou Jeamerson à reportagem do Tribuna Hoje.
O reajuste salarial que foi acordado com os servidores foi de 10,8%, sendo dividido em dois anos, sendo 5,5% em agosto de 2016 e 5% em Janeiro de 2017. Porém, de acordo com o coordenador-geral do sindicato, o reajuste em sim não foi o assunto principal da negociação. “O step, que é um cálculo em cima do plano de carreira do servidor, foi decisivo para o acordo”, afirmou Jeamerson.  O aumento do step da carreira ficou em 0,1% em 2017.

O coordenador do Sintufal diz que esta semana será de consulta, como aguardar a resolução da Fasubra, e, na semana que vem, dependendo da resolução, os servidores podem voltar às atividades. Nesta quarta-feira (23), será realizada uma panfletagem no Centro de Maceió às 9 da manhã pela Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal). Na quinta-feira (24), a Adufal convoca os professores para participar da Assembleia Docente, também às 9h, no Centro de Interesses Comunitários (CIC), na Ufal.

Professores da Ufal realizam ato no Centro

Nesta quarta, às 9h da manhã, professores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) realizarão uma manifestação no Centro de Maceió contra o pacote fiscal apresentado ao Congresso Nacional pelo Governo Federal e para cobrar uma resposta às pautas apresentadas pelos servidores públicos federais e pelos docentes das universidades.

O Dia Nacional de Paralisação dos Serviços Públicos Federais, como a data desta quarta está sendo chamada, deve promover manifestações semelhantes em vários estados brasileiros. Em Alagoas, os professores da Ufal farão uma panfletagem em frente ao antigo prédio do Produban.

O intuito é apresentar à população a sua posição sobre a situação das universidades públicas federais e as consequências diante das propostas do Governo Federal, como os cortes no Orçamento Geral da União para a área da educação, congelamento de salários, suspensão de novas obras para os campi e de programas de formação de professores da Educação Básica. Além dos atrasos dos pagamentos das bolsas estudantis.

As propostas apresentadas pelos professores são: exigir do Ministro da Educação um compromisso público de não contratação de servidores por meio de Organizações Sociais (OS) ou formas equivalentes; e a reversão dos cortes no orçamento da Educação, com garantia dos valores previstos na Lei Orçamentária de 2015, bem como as suplementações necessárias para garantir a manutenção e os investimentos já previstos, além de manter a qualidade do trabalho e estudo, incluindo a assistência e permanência estudantil.

Os docentes também exigem que o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) libere e o Ministério da Educação (MEC) apresente o cronograma de concursos para as 4.090 novas vagas de docentes; 150 para o cargo de titular livre; 5.091 de STA; e o compromisso com o cronograma de finalização das obras em andamento e com a liberação de verbas para novas obras e equipamentos necessários para as expansões já realizadas e projetadas pelas Instituições Federais (IFES).

Por fim, os professores querem a garantia de autonomia com a revogação da Lei 9192/95 e o parágrafo único 56 da Lei 9394/96 (LDB), por ferirem os preceitos constitucionais da Democracia; e a reestruturação da carreira e valorização salarial dos docentes.


Comentários

O conteúdo dos comentários abaixo é de responsabilidade de seus autores e não representa a opinião deste portal.

Instagram

Desenvolvido por HB Digital