Servidores contratados denunciam que estão há quatros meses sem receber salários
Por Severino Carvalho l Gazetaweb
Publicada em 22/09/2015 às 12:00 - Atualizada em 23/09/2015 16:22
Servidores efetivos e contratados do Hospital Municipal José Augusto, em São Luís do Quitunde, na região Norte de Alagoas, cruzaram os braços na manhã desta terça-feira (22) para protestar contra o atraso salarial. A paralisação de advertência durou cerca de uma hora.
Os servidores contratados denunciam que estão há quatros meses sem receber seus vencimentos. Já o atraso salarial dos efetivos dura 50 dias. Além do problema financeiro, o Hospital José Augusto sofre com a precariedade das instalações físicas do imóvel, que necessita de uma reforma urgente, estimada em R$ 200 mil.
As duas únicas ambulâncias estão sucateadas e os pacientes que precisam ser transferidos a Maceió se arriscam em viagens diárias à capital alagoana. Apesar de combalido, o Hospital Municipal de São Luís do Quitunde chega a realizar mais de 150 atendimentos diários. A superlotação acontece porque os 12 postos do Programa de Saúde da Família (PSF) funcionam precariamente e a população acaba migrando para o José Augusto.
O secretário municipal de Saúde de São Luís do Quitunde, Grazinaldo Barros, afirmou que o atraso salarial dos servidores efetivos do Hospital aconteceu porque as contas do município encontram-se bloqueadas na agência do Banco do Brasil (BB) desde que o prefeito Eraldo Pedro (PMDB) foi afastado dia 31 de agosto pela Justiça, acusado de improbidade administrativa.
Pela manhã, ele informou que foi à agência do Banco do Brasil com uma comissão formada por servidores para saber da gerência porque as contas ainda não foram desbloqueadas, mesmo com o retorno do prefeito, que havia sido afastado do cargo.
“O gerente alega que só poderá desbloquear as contas após aval de seus superiores em Belo Horizonte. O prazo de 10 dias para o desbloqueio já terminou e nada. Todos os setores do município estão parados”, afirmou o secretário.
Grazinaldo garantiu, ainda, que tão logo a gerência libere as contas, fará o pagamento aos servidores efetivos. Sobre os contratados, ele disse que ainda está avaliando a situação, pois assumiu a Secretaria de Saúde há sete dias e ainda não sabe há quantos meses os salários destes trabalhadores estão atrasados.
Nesta tarde, a gerência informou que as contas do município já foram desbloqueadas e que a demora aconteceu porque o setor jurídico do Banco estava analisando a documentação, recebida no dia 18 de setembro.