Terça-Feira, 10 de Março de 2026

Peixe-boi é devolvido à natureza no Litoral Norte de AL; veja vídeo

Antes de ser solto, peixe-boi passou por manejo clínico


Por Severino Carvalho l GazetaWeb
Publicada em 24/11/2015 às 21:43


Cerca de 30 profissionais participaram da operação de soltura (Fotos e vídeo: Severino Carvalho)

O Projeto Peixe-Boi realizou, na manhã desta terça-feira (24), no rio Tatuamunha, em Porto de Pedras, a soltura de mais um animal reabilitado: o 31º devolvido à natureza só em Alagoas. Chamado de Raimundo, o mamífero aquático mede 2,4 metros de comprimento, pesa cerca de 230 quilos e tem 4,6 anos de idade.

Cerca de 30 profissionais participaram da operação de manejo clínico e de soltura do peixe-boi, entre tratadores, veterinários e biólogos. Raimundo foi resgatado com poucos dias de vida em 24 de março de 2011, ainda com o cordão umbilical, na praia de Porto do Mangue, litoral do Rio Grande Norte, pelo Projeto Cetáceos da Costa Branca.

À época, ele tinha apenas 127 cm de comprimento e pensava 38 kg. O animal foi levado ao Centro de Reabilitação de Mamíferos Aquáticos da Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis), onde passou por um período de estabilização.

Reabilitação
Em 6 de abril de 2011, Raimundo foi transferido em avião bimotor, cedido pelo governo do Ceará, à sede do Centro de Mamíferos Aquáticos (CMA) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) na Ilha de Itamaracá (PE), sede do Projeto Peixe-Boi.

Lá, passou por um período de reabilitação e lactação que durou 14 meses. Com 200 kg, foi transferido, em maio do ano passado, ao recinto de adaptação instalado pelo Projeto Peixe-Boi no leito do rio Tatuamunha, em Porto de Pedras, onde permaneceu até esta terça-feira (24), quando foi, finalmente, devolvido à natureza.

Antes de ser solto, Raimundo ganhou um equipamento de telemetria que possibilitará o monitoramento do animal por meio de GPS.

“Esse foi o 42º animal solto na natureza pelo projeto Peixe-Boi, desde a sua fundação, em 1994. Desses, 31 foram reintroduzidos em Alagoas e 20 nessa estrutura montada aqui no rio Tatuamunha”, recordou o analista ambiental do ICMBio, Iran Normande.

O diretor e a analista da Fundação Toyota do Brasil, Thiago Yoshiaki Lopes e Taís Guedes, além da analista de projetos do Programa Costa Atlântica, da Fundação SOS Mata Atlântica, Camila Keiko Takahashi, acompanharam a operação de manejo e soltura do peixe-boi.

As fundações apoiam as ações de preservação da Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais, maior unidade de conservação marinha do País, onde estão inseridos os peixes-boi, espécie ameaçada de extinção.


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