Três médicos, uma técnica e uma enfermeira foram responsabilizados pelo procedimento cirúrgico realizado de maneira errada
Por Por Gazetaweb
Publicada em 07/06/2023 às 15:34
O delegado Robervaldo Davino concluiu o inquérito e indiciou a equipe médica do Hospital Geral do Estado (HGE) que amputou a perna da idosa Maria José, de 73 anos. Quatro pessoas vão responder por lesão corporal grave e duas por supressão de documento público.
Conforme explicou o delegado, dos quatro profissionais, uma vai responder por lesão e supressão de documento.
“Quatro profissionais vão responder pelo erro que cometeram ao fazer a cirurgia em um local que não estava no documento. A cirurgiã e o outro médico foram denunciados por supressão de documentos, quando levaram o prontuário para a psicóloga e, quando retornaram, faltavam documentos. Existem depoimentos no inquérito que reforçam essa tese”, disse.
Segundo o delegado, os profissionais confirmam que não fizeram o que está previsto no protocolo de cirurgia segura expedido pelo Ministério da Saúde (MS).
“Um médico disse que ninguém segue o protocolo. Mas eu disse que ele não deveria dizer pelos outros, que tinha que responder por ele. Existe um protocolo que precisa ser seguido e, como não foi, acabou na amputação da perna, que não era para ser amputada”.
Como não houve flagrante, os indiciados devem aguardar o final do processo em liberdade.
“Nós encaminhamos o inquérito para o Ministério Público, e é possível que se ofereça a denúncia ou que nos peçam mais diligências. Eles irão responder pelo crime de lesão e, provavelmente, estarão em liberdade até o final do processo”, frisou.
A paciente Maria José aguardava uma cirurgia para corrigir uma fratura no tornozelo, mas teve uma perna amputada até a altura da coxa.
Ela teve o pé imprensado por um carro quando ia a uma padaria, perto de casa. Socorrida, foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Tabuleiro, onde um raio-x apontou fratura no tornozelo. Lá, a idosa foi orientada a procurar o HGE para uma cirurgia de pequeno porte.
Segundo apontam as investigações, houve uma troca de prontuários. A indicação de amputação era para outra paciente que tem o mesmo nome.