Data para a audiência ainda não foi marcada, mas contará com a presença de profissionais de diversas áreas
Por Por Gazetaweb
Publicada em 28/04/2023 às 10:00
O clima de medo, violência nas escolas, depressões e outros distúrbios que passaram a afetar a saúde mental de mais de 500 mil crianças e adolescentes das instituições de ensino públicas e privadas de Alagoas serão discutidos em audiência pública na Assembleia Legislativa. A indicação foi apresentada na sessão desta quarta-feira (26), no plenário, pelo deputado Lelo Maia do (UB). Ele, inclusive, se reuniu com integrantes de uma Comissão Especial da OAB, que já discutem a problemática agravada após a pandemia do coronavíus.
O parlamentar também conversou com o governador Paulo Dantas (MDB) para identificar a situação em mais de 140 escolas, onde estão matriculadas cerca de 175 mil estudantes da rede estadual. No momento, o governador, além de reconhecer o clima de preocupação da Educação e dos pais, anunciou que o Estado está contratando psicólogos e assistentes sociais para acompanhar e garantir assistências aos estudantes e as famílias.
O prefeito de Maceió, JHC (PL), também confirmou a contratação de 61 psicólogos, além de assistentes sociais para dar assistência social aos mais de 50 mil alunos da rede municipal.
A data da audiência pública ainda não foi definida. A indicação de Lelo teve o apoio dos 20 deputados presentes na sessão, e a audiência mobilizará profissionais da rede estadual de saúde, da educação, psicólogos, assistentes sociais, agentes da Segurança Pública, entre outros, disse o deputado.
O presidente da ALE, Marcelo Victor (DB) também considera relevante a audiência pública, que vai discutir também outros temas, como a violência.
O problema da saúde mental que apresentou distúrbios após o período mais agudo da pandemia do coronavírus, entre 2020 e 21, está na pauta da maioria dos 27 deputados estaduais. Gabi Gonçalves (PP), por exemplo, conseguiu aprovar, no Legislativo, a Frente Parlamentar de Saúde Mental.
A deputada convocou os colegas para apoiá-la em seus esforços e discutir o problema, bem como a lutar contra a discriminação. A frente deve atuar nos segmentos que precisam de apoio para tratamento da depressão, ansiedade e outros distúrbios identificados entre crianças e adolescentes.