Por Por Gazetaweb
Publicada em 24/04/2023 às 14:23
Acumular dívidas e parcelas que prejudicam a saúde financeira são preocupações constantes para muitas pessoas, especialmente em momentos de crise econômica ou de dificuldades financeiras pessoais. Lidar com dívidas acumuladas e ver o poder de compra familiar sendo reduzido pode se tornar uma grande fonte de estresse e ansiedade no dia a dia, além de comprometer a capacidade de realizar investimentos e planos.
Diante disso, a educação financeira é um dos pilares tratados como cruciais para a vida moderna. O conhecimento de como administrar o dinheiro, lidar com dívidas, investir e a planejar para o futuro é visto como muito importante, sobretudo nos dias atuais, com o surgimento de novas tecnologias e estímulos econômicos disponibilizados de forma fácil e rápida no mundo digital.
Neste cenário, a internet é vista, por muitos, como uma vilã, diante da quantidade de ofertas fraudulentas e prejudiciais para o bolso do consumidor. No entanto, a ferramenta também pode ser aliada do cidadão, uma vez que disponibiliza uma grande quantidade de informações e plataformas que podem ajudar a gerir as finanças, conseguir empréstimo pessoal confiável e investir o dinheiro para multiplicar o patrimônio ao longo dos anos.
Para reduzir o endividamento, muitos especialistas recomendam o ensino da educação financeira nas escolas brasileiras. Para eles, quando os alunos aprendem sobre este tema desde cedo, eles podem desenvolver hábitos financeiros saudáveis e aprender a tomar melhores decisões quando se trata de dinheiro. Além disso, quanto mais cedo o jovem tem contato com os conceitos fundamentais, mais aprende a ser consciente em questões financeiras que podem surgir ao longo da vida adulta.
Embora a educação financeira já tenha sido adotada como um assunto importante em muitos países, o Brasil está atrasado neste conceito e ainda há muito trabalho a ser feito para garantir que todas as escolas ofereçam essa matéria. A maioria das unidades de ensino que oferecem educação financeira no país trata a matéria como opcional na grade curricular.
Em contrapartida, em Gramado, no Rio Grande do Sul, a Secretaria de Educação incluiu aulas de educação financeira e outros temas contemporâneos para alunos do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental das escolas públicas do município.
No final do ano passado, o Banco Central anunciou o programa Aprender Valor, que ensina conteúdos de educação financeira para estudantes do 1º ao 9º ano do ensino fundamental. O objetivo é ajudar crianças e jovens a lidar melhor com o dinheiro desde cedo, através da educação. De acordo com o chefe do Departamento de Promoção da Cidadania Financeira do Banco Central, Luis Mansur, mais de 1,2 milhão de estudantes são beneficiados pelo programa.
Conclusão
Embora a inclusão da educação financeira nas escolas possa ser vista como uma tarefa difícil, os benefícios colhidos no longo prazo são indiscutíveis. Quando os alunos aprendem a lidar com suas finanças de forma eficiente, eles são mais propensos a evitar uma geração endividada e passam a investir no futuro, tornando-se cidadãos financeiramente responsáveis. Portanto, é importante que educadores, pais e formuladores de políticas públicas trabalhem juntos para garantir que a educação financeira chegue de forma eficiente para a sociedade como um todo.
*Com assessoria