Projeto faz parte do plano de acolhimento que o MPF requisitou à Prefeitura de Maceió.
Por G1 Alagoas
Publicada em 22/09/2022 às 19:29
A Casa de Ranquines de Maceió está acolhendo os indígenas da etnia Warao, da Venezuela, como parte do plano de acolhimento que o Ministério Público Federal (MPF) requisitou à Prefeitura de Maceió. A instituição começou a receber os venezuelanos no dia 12 de setembro e também vai acolher indígenas vindos de outros países.
A iniciativa conta com repasses financeiros tanto da prefeitura, quanto dos governos estadual e federal. O projeto é provisório, com duração de seis meses, podendo ser prorrogado por até um ano.
Além da moradia, o projeto vai oferecer alimentação, assistência social, capacitação profissional e serviços de saúde e educação.
No total, serão acolhidas 300 pessoas. 95 vagas já estão preenchidas, sendo que 45 são de crianças. Segundo a prefeitura, todos os indígenas Warao que residem na capital já foram mapeados e cadastrados.
Para tentar preservar a cultura Warao, os índigenas terão acesso a materiais de artesanato, canoas, redes e outros itens familiares aos povos acolhidos.
Os não-indígenas que necessitarem de acolhimento podem buscar as casas de passagem ou os abrigos destinados aos imigrantes venezuelanos. Uma das unidades está localizada na ladeira da Catedral e a outra fica próxima ao mirante São Gonçalo, ambas no bairro do Farol.
Para realizar o projeto, a Casa de Ranquines precisa reforçar o voluntariado. De acordo com o Frei João, a maior necessidade é de voluntários da área da saúde e para fazer atividades de recreação.
Para se voluntariar, os interessados podem procurar uma das duas unidades destinadas ao acolhimento dos indígenas.
Quanto às doações, o projeto precisa de brinquedos para as crianças, já que esta despesa não é contemplada pelo projeto.
A instituição também recebe doações de alimentos e produtos de higiene, que serão destinados a projetos de acolhimento de população em situação de rua.
"Todo tipo de doação será destinado exclusivamente àquelas pessoas que mais necessitam", disse Frei João.