Funcionários de diversas áreas, principalmente da saúde e da educação, fizeram passeata da Praça Deodoro até a Secretaria de Gestão . Categoria cobra reajuste de 16%.
Por G1 Alagoas
Publicada em 28/04/2022 às 18:56
Os servidores públicos de Maceió. realizaram mais um protesto para reivindicar reajuste salarial. Nesta quinta-feira (28), os trabalhadores, em sua maioria da Saúde e da Educação, se concentraram na Praça Deodoro por volta das 9h30 e seguiram em passeata até a Secretaria de Gestão do município (Semge), no Centro.
A Prefeitura de Maceió disse em nota que está disposta a acordos que atendam às pautas reivindicadas, levando em consideração a capacidade financeira do município. Informou também que já garantiu avanços salariais que não eram aplicados desde 2015, e que benefícios que foram concedidos em 2021 para o servidor pela gestão terão um impacto de mais de R$ 100 milhões sobre a folha de pagamento deste ano.
Com faixas e um carro de som, a categoria reivindicaram um aumento de 16% no piso salarial. Essa é a segunda mobilização da categoria que resulta em interdição do trânsito em menos de um mês. O primeiro protesto aconteceu no dia 13.
À época, uma comissão de servidores foi recebida por representantes do Município, mas as negociações não avançaram, segundo informou Juarez Teixeira, diretor do Sindicato dos trabalhadores da Saúde, Previdência, Seguro Social e Assistência Social (Sindprev).
“A reivindicação é pelos 16% no reajuste, estamos aguardando que o prefeito acene, porque da última vez ele acenou com 3% o reajuste. Não tem condições”, afirmou Teixeira.
A Prefeitura não mencionou até qual percentual seria possível reajustar o salário dos servidores sem ultrapassar a capacidade financeira do município.
O protesto não impactou nos serviços públicos. Teixeira conta que os serviços da saúde e educação continuam funcionando, já que são áreas essenciais, mas que todos os servidores do município foram convidados para o protesto.
“Grande parte dos servidores está participando. Nós não podemos paralisar 100%, sempre deixamos uma margem de 30% de funcionários trabalhando, a não ser que seja uma greve. Mas, hoje, grande maioria está paralisada”, disse Teixeira.
O objetivo das passeatas é que uma nova proposta de reajuste seja oferecida em audiência na Semge. “Vamos tentar uma nova audiência com o gestor e uma nova proposta, porque essa proposta de 3% é inviável”, concluiu Juarez Teixeira.