Terça-Feira, 10 de Março de 2026

IMA descarta proliferação do coral-sol em Maceió após descoberta da espécie invasora em Jequiá

Gerenciamento Costeiro intensificou monitoramento para evitar que bioinvasor se espalhe para outras regiões.


Por G1 Alagoas
Publicada em 01/04/2022 às 16:44 - Atualizada em 05/04/2022 13:06


Ascom/IMA

Depois da descoberta do surgimento do coral-sol no Litoral Sul, o Instituto do Meio Ambiente (IMA) de Alagoas reforçou o monitoramento do litoral a fim de identificar possível proliferação para outras regiões. Em nova análise feita em Maceió nesta quinta-feira (31), foi constatado que não há indícios da presença da espécie invasora na capital.

O coral-sol é uma espécie exótica considerada invasora por ter o crescimento acelerado e possuir vantagens competitivas em relação a espécies nativas. Com uma multiplicação cerca de três vezes maior, essa infestação massiva faz com que a vida marinha praticamente desapareça onde ele se instala, podendo causar prejuízos ao ambiente natural, à economia e à saúde.

Ainda em novembro de 2021, Gerenciamento Costeiro do IMA instalou placas de metais em trechos próximos do Porto de Maceió para facilitar o monitoramento dessas espécies. Técnicos voltaram ao local nesta manhã e realizaram a raspagem dessas placas, mas constataram que não há indícios de pólipos da espécie invasora na capital.

“Ao retirar as placas da água observamos que elas estão com organismos comuns da região, como esponjas e cracas. Não encontramos nenhum vestígio de pólipos do coral-sol”, explica André Felipe Bispo, biólogo e consultor ambiental do IMA.

Por enquanto, o único local do estado em que se confirmou a presença da espécie bioinvasora foi em um navio naufragado em Jequiá da Praia. Os registros foram feitos no dia 23 de março por mergulhadores recreativos e uma escola e operadora de mergulho.

Contudo, o monitoramento em Maceió continua. “Vamos fazer a raspagem e limpeza dessas placas para deixar o ferro exposto, recolocar e instalar mais placas no Porto. E após o período de três meses, que é quando, se houver presença dos pólipos, eles estarão visíveis, recolhemos para novas análises”, explicou Ricardo César, coordenador do Gerco.

 


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