Segunda-Feira, 09 de Março de 2026

Banhistas salvam

Os banhistas contaram que o animal se aproximou da embarcação como se estivesse pedindo ajuda


Por AlaNorte Notícias com Gazeta Web
Publicada em 29/01/2019 às 23:15 - Atualizada em 30/01/2019 11:31


A ave sendo resgatada pelos banhistas (Foto: Reprodução)

Uma “Andorinha do Mar” foi resgatada por um grupo de amigos que perceberam a ave com dificuldades para voar. O motivo, aparentemente, seria que o pássaro tinha engolido uma sardinha e, por isso, ficou engasgada e possivelmente sem oxigênio. Dois amigos tentavam retirar o peixe e um terceiro gravou toda a cena. O vídeo foi gravado durante um passeio nas piscinas naturais em Maragogi, Litoral Norte de Alagoas, e divulgado nesta terça-feira (29).

Os banhistas contaram que o animal se aproximou da embarcação como se estivesse pedindo ajuda. Os três conseguiram capturar a ave e logo foi possível ver que estava precisando de ajuda.

Nas imagens é possível ver o quanto estava sendo difícil para os banhistas retirar o peixe da Andorinha do Mar. O bico da ave é pequeno e a presa bem maior do que ela costuma se alimentar.

Após tentar retirar a sardinha por diversas vezes, os amigos conseguiram e, após o salvamento da Andorinha do Mar, ela foi solta e saiu voando. Os banhistas comemoram o sucesso de salvar a ave.

O vídeo com aproximadamente dois minutos vem sendo compartilhado e o que aparenta nas imagens é que ele foi gravado nas piscinas naturais de Maragogi.

Confira o relato dos banhistas feito ao site Gazeta Web

"Estava com amigos nas piscinas naturais de Maragogi, em Alagoas, quando uma andorinha do mar chegou voando e pousou na capota do nosso barco. Estranho chegar tão perto, sendo um pássaro tão arisco quando em contato com humanos. Nunca havia visto algo semelhante nos meus quase 30 anos naquele lugar. Tentamos fotografar aquele momento, e nem mesmo assim ela se moveu. Algum tempo depois, ela voa uns dez metros, paira um pouco no ar, volta,  e desta vez pousa, arfando, dentro do barco. Algo deveria estar muito errado para ela fazer aquela manobra. Eu que observava de fora, subo no barco e lá estavam minha esposa Nane, Carol, uma amiga bióloga, seu esposo Thomas e seu filho Samuel, de 2 anos, boquiabertos com tudo aquilo. Peguei aquele pássaro nas mãos e comecei a examiná-lo pra saber o porquê daquele pouso tão estranho. Olhei as asas, as pernas ...nada de errado. Mas quando abriu o bico, e fez isto sem me atacar, percebi que havia um peixe preso na sua garganta que o estava sufocando. Não havia maneira de se livrar daquilo, era grande demais para engolir e não conseguia  vomitá-lo. A única maneira foi se aventurar nas mãos de desconhecidos ou morrer sem ar em pleno vôo. Carol segurou seu bico abrindo sua boca, e começamos ali uma cirurgia de "extrusão de corpo estranho písceo".  Puxei de um lado para o outro tentando não forçar muito a frágil garganta do pássaro, com medo de que talvez a espinha do peixe abrisse e furasse aquele pobre animal. Por sorte tiramos uma  sardinha dali e constatamos que a gula fora a causa daquele problema - era muito grande para sua pequena garganta. A sardinha estava fechando sua traqueia e  dificultando sua respiração. Logo voltou a respirar e, quando a colocamos sobre a plataforma do barco, bateu as asas duas vezes e resolveu alçar vôo sobre as águas claras daquele mar,  que por sinal estava lindo naquele dia. Para nós foi uma experiência maravilhosa. Não éramos predadores,  certamente que aquele animal se arriscou em nossas mãos como único  recurso que lhe restava."

 


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