Os servidores caminharam pelas principais ruas do municÃpio gritando palavra de ordem contra a prefeita
Por AlaNorte NotÃcias com Assessoria
Publicada em 02/10/2018 às 17:33 - Atualizada em 02/10/2018 18:02
Na manhã desta terça-feira (2), profissionais da educação de São Luís do Quitunde realizam ato em protesto contra a prefeitura, mediante o atraso dos salários dos servidores, ativos e inativos, em dois meses. O dia de paralisação foi convocado na última sexta-feira (28), após assembleia realizada pela categoria. Professores e e outros profissionais da educação caminharam pelas principais ruas da cidade, vestindos de preto e gritando palavras de ordem contra a prefeita Fernanda Cavalcante (PMDB).
Segundo os educadores, a prefeitura não pagou dois meses de retroativo salarial acordados em negociação em 2017, desrespeitou a data-base da categoria, mês de maio, e não aplicou reajuste de 6,81% no salário, além de não dar encaminhamento ao enquadramento da carreira, por tempo de serviço e formação. O que agrava mais ainda a situação, segundo a classe, são os salários atrasados em dois meses, tanto para os servidores ativos quanto para os aposentados.
Ainda na sexta-feira, o Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal) peticionou o Ministério Público Federal (MPF) para que intervenha nas negociações com a Prefeitura de São Luís do Quitunde, sobre a aplicação dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), para garantir direitos dos profissionais da educação.
E antes mesmo da assembleia que deliberou pela paralisação e pela passeata em São Luís do Quitunde, os profissionais da educação da cidade se reuniram com os vereadores, com o promotor de Justiça Jorge Luiz Bezerra da Silva e com o juiz da comarca, Wilamo de Omena Lopes.

Foto: AlaNorte Notícias
Segundo Darcir Acioli, secretária de assuntos municipais do Sinteal, todos se mostraram receptivos às demandas da categoria. “Este ato é em defesa da valorização dos trabalhadores da educação e contra postura dos gestores municipais, que não cumprem os acordos com a categoria”, destaca a diretora do Sinteal.
Resposta da prefeitura
Em nota publicada nas redes sociais, a prefeita Fernanda Cavalcante (PMDB) lamentou a paralização e afirmou que o ato se tratava de uma "paralização política" por estar próximas às eleições.
Na nota, a prefeitura pede a compreensão dos pais e afirmou ainda que não há motivo para tal ato, pois os salários estão sendo pago rigorosamente em dia.
A prefeita ainda deixou bem claro, que nunca se negou a pagar os precatórios do município, e que está sempre opta a efetuar tal pagamento, desde que haja ação expedidas pelo Judiciário.
Para encerrar a nota, a prefeita agradeceu os educadores que não aderiram a “paralização política” e que a prefeita continua trabalhando por uma educação digna para todos os quitundenses.
Leia a Nota na Íntegra
"A prefeita Fernanda Cavalcanti, vem através dessa nota lamentar profundamente a atual “paralisação política”, já que estamos a véspera da eleição.
Essa paralisação política, prejudica os nossos alunos, e portanto pedimos a compreensão dos pais, pois não há motivo algum para esse ato, porque todos os salários estão rigorosamente em dia, inclusive o pagamento do mês de setembro e o terço de férias dos mesmos.
A prefeita deixa claro ainda, que nunca se negou a pagar os precatórios do município, e que está sempre opta a efetuar tal pagamento, desde que haja ação expedidas pelo Judiciário.
Por fim, a prefeita Fernanda Cavalcanti agradece aqueles educadores que não aderiram à paralisação política, e que assim como a gestora continuam trabalhando por uma Educação digna para todos os quitundenses".